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Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

2006 - O ano de 24!

Esse texto foi feito para o pessoal que já viu a quinta temporada da série, ou seja, quem está esperando para assistir na Globo, para de ler agora, pois o texto está cheio de spoilers...

Cortando o papo furado, e a babação de ovo pro ser a minha série favorita, esse foi o ano de 24! (por questões de preguiça, eu vou chamar a série pelo nome original, para não escrever "Horas", sempre =D).

Para começar, desde 2005, com o sensacional final da quarta temporada em que Jack "morre", todo mundo ficou aflito para saber o que iria acontecer a partir daquele fato que mudara tudo que havia acontecido até então... Antes Jack Bauer era imbatível, e após a season finale, ele deixara de existir. Ele fugia para proteger a própria vida, prêmio por ter salvo o país mais uma vez.

Para o ano cinco, a FOX apostou novamente no esquema nonstop, ou seja, a temporada começa um pouco depois das outras, porém todos os 24 episódios passam de maneira ininterrupta, sem reprises. E assim em janeiro, o canal repetiu o que havia feito na temporada anterior, dividindo a estréia em dois dias, passando dois episódios no domingo e dois na segunda (sim, pra quem espera 7 meses pela temporada, ter 4 episódios em dois dias é uma dádiva!). Com isso, o que aconteceu foi um aumento na audiência e críticas muito positivas por meio da imprensa especializada.

A quinta temporada começou agressiva e perturbadora. Logo nos primeiros 10 minutos, dois personagens de importância gigantesca na trama são mortos. No primeiro ano, vimos Jack se matar praticamente para salvar David Palmer. Agora um simples tiro mata o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Na terceira temporada, Michelle ficou exposta a um vírus letal e sobreviveu. Agora, uma explosão no seu carro a mata... Isso foi um tapa na cara de todo mundo que assiste a série, já que ambos os personagens eram muito queridos pelo público. No final do mesmo episódio, Jack mata sem piedade alguma o responsável pelas mortes. Era um prelúdio do que iria acontecer ao longo do ano: um Jack cada vez mais humano. E ao mesmo tempo, menos humano.

Depois disso, a ação aconteceu dentro de um aeroporto, e nessa parte da história, os roteiristas preferiram dar valor a tensão, do que às cenas em que Jack sozinho mata todo mundo... ali ele era um refém. Nos episódios seguintes, vimos algumas coisas que já foram abordadas anteriormente na série, mas que ainda funcionam muito bem como um terrorista dentro da CTU (o Spenser foi o quarto), e uma ameaça biológica... No terceiro ano, o vírus "Cordilla" foi o responsável por muitas mortes. Dessa vez, a ameaça é um gás, o "Sentox", que mata quase que instantaneamente. Ou seja, lá vai Jack comandando a CTU para deter o mal... Juro que cheguei a me decepcionar com o rumo que a história podia tomar, já que aparentemente, iríamos ver, mais do mesmo... Ainda bem que eu estava enganado... 24 conseguiu ficar mais emotiva, sem em momento perder o ritmo. Jack pode ter ficado um ano e meio longe da sua antiga vida, mas o amor que ele tinha pela Audrey ainda não tinha acabado, e as maneiras que ele lida com isso só melhoram o que está bom!

Um pouco depois, tivemos a "surpresa" de que o braço direito do presidente, estava conspirando junto aos terroristas (que nesse ano são russos)... em uma cena maravilhosa, Jack invade a Casa Branca, pega Cummins (o traidor), e diz uma frase já clássica:

“Você leu minha ficha. Primeiro eu arranco seu olho direito, depois o esquerdo, em seguida, eu corto ao redor da face"

No meio da temporada, um episódio duplo nos apresentou Christopher Henderson (que oi interpretado por Peter Weller, o eterno Robocop), o homem a ser odiado na televisão no ano de 2006... ele é a pessoa que recrutou Jack para a CTU no passado, mas que acabou sendo demitido por suspeitas de corrupção. Com isso, foi esclarecido um fato que aconteceu no episódio piloto em 2001, em que Jack é visto com maus olhos pela própria equipe por ter denunciado um superior. Henderson era o superior! Vários anos se passaram e os caras ainda conseguem manter uma continuidade fantástica na história... Mas continuando, Henderson começou legalzinho (eu jurava que ele ia ser aliado do Jack), para então tentar explodir ele (em uma cena que eu achei meio tosca), depois, fugindo, acabou encontrando sua mulher como refém de Jack... nisso, vimos uma das melhores cenas do ano, com Jack atirando na perna dela, para que Henderson, cuja empresa estava negociando com os terroristas. Mas ele não fala... Ele é mau... E quer pior? Foi ele que orquestrou as mortes de David Palmer e Michelle Dessler...

Então, chegamos ao um ponto crítico, que iria transformar 24 para sempre, uma série de episódios fantásticos, com uma reviravolta atrás da outra... Primeiro, a CTU é invadida, e o gás é liberado lá dentro (justamente quando a Kim volta... ela é linda, mas sempre trás desgraças consigo). Edgar morre... Para parar o gás, alguém teria que se sacrificar, e esse alguém é o Lynn (justo quando ele tinha ficado legal). Mas nesse episódio, o 13º, veio a maior perda da temporada: Tony, que após a explosão que matou Michelle, ficou muito ferido, estava sendo tratado na CTU junto ao Henderson, que estava mal depois que o Jack pegou ele de jeito (hehehe)... Com isso Tony acaba descobrindo que o cara que estava desacordado do lado dele é o responsável pela morte da esposa... E quando ele faz uma injeção para acabar de uma vez por todas com o vilão, o Robocop levanta e injeta a injeção em Tony que morre nos braços de Jack... sei lá, mas eu nunca havia ficado tão revoltado vendo TV... Tony era um dos personagens mais legais da série (a cena, em que ele retorna, salvando Jack e Audrey na quarta temporada está entre as dez melhores da série pra mim!)...

Mas um pouco depois é que veio a surpresa... Charles Logan, o presidente bundão acaba se revelando o grande vilão da história, e chefe direto de Henderson (para depois vermos que ambos são manipulados por gente de muuuito poder, chamados de a “gangue do bluetooth hehehe ). Com isso a temporada se renovou totalmente, já que fugimos da rotina de persegue vilão que vai acabar com os Estados Unidos... Jack tinha que fazer Logan pagar, já que pra ele, era pessoal... A história andou em um ritmo brilhante, com vários confrontos Jack/Henderson e atuações brilhantes do Gregory Itzin, que interpreta o presidente...

Os dois episódios finais conseguiram concluir de maneira brilhante aquela que foi na minha opinião, a melhor temporada de todas... No penúltimo episódio, apenas na metade, Jack já havia acabado definitivamente com os russos, e ter finalmente o seu acerto de contas com Henderson, em uma cena que gerou controvérsia, já que pra uns, ele fez certo em liquidar o inimigo, e pra outros, seria bom ter Henderson vivo para a temporada seguinte... Eu vibrei com Jack! No episódio e meio que viria, não tivemos aquela ação frenética que nem nos anos anteriores... tivemos tensão, com Jack planejando passo a passo a sua vingança... A seqüência em que Jack tenta fazer com que Logan confesse, e depois a surra que o presidente aplica na primeira-dama (Jean Smart, fantástica!), terminando com a prisão de Logan, foi lenta, foi angustiante, foi deliciosa... não tem preço ver a expressão de Mike para aquele Charles Logan sendo levado em custódia por traição...

E o final propriamente dito? Jack é capturado pelos chineses e levado para Xangai... Fez com que todo mundo desejasse que corresse para janeiro de 2007 (ou março, para quem acompanha pela FOX daqui), e ver como aquilo iria continuar...Pois é pessoal, janeiro está aí, faltam menos de 3 semanas para a estréia da sexta temporada lá nos States... viu, demorou, mas chegou... =D

Então, em 2006, 24, série que é dona de um dos melhores roteiros da TV, conseguiu a proeza de se superar, e o prêmio foi merecido...

No Emmy, quando todos esperavam a vitória dos médicos de Grey's Anatomy, 24 arrasou e levou a estatueta de melhor diretor para o Jon Cassar (quem já viu os extras dos DVDs sabe o quanto o cara ama a série), a de melhor ator para o Kiefer, e a de melhor série drama... Faltaram os prêmios de melhor ator e atriz coadjuvantes para o Gregory Itzin e a Jean Smart respectivamente, já que os dois arrasaram como o presidente e a primeira-dama... eles convenceram tanto que vão voltar para a próxima temporada... que bom!

Agora calcule comigo: aumento na audiência, mais, o apoio da emissora, mais, a melhor temporada de todas, mais, o prêmio máximo da TV, mais trailer da sexta temporada lançado na Times Square... Sei lá, mas eu acho difícil de descordar que 2006 foi o ano de 24!

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